quarta-feira, 7 de maio de 2008

De repente toda mágica se acabou e na nossa casinha apertada
Tá faltando graça e tá sobrando espaço
Tô sobrando num sobrando sem ventilador
Vai dizer, que nossas preces não alcançaram o céu
Coração, que inda vem me perguntar oque conteceu
Contece seu rosto por acaso ainda tem o gosto meu

Com duas conchas nas mãos, vem vestida de ouro e poeira
Falando de um jeito maneira
Da lua, da estrela e de um certo amor
Que agora acompanha seu dia, e pra minha poesia é o ponto final
É o ponto em que recomeço, recanto e despeço da magia que balança o mundo
Bailarina, soldado de chumbo
Bailarina, soldado de chumbo
Beijo doce
Bailarina, soldado de chumbo
Nossa casinha pequena parece vazia sem o teu balé
Sem teu café requentado soldado de chumbo não fica de pé
Nossa casinha vazia parece pequena sem o teu balé
Sem teu café requentado soldado de chumbo não fica de pé

A Bailarina e o Soldado de Chumbo - O Teatro Mágico
Fernando Anitelli
Não há de ser nada, pois sei que a madrugada acaba,
quando a lua se põe
O abraço de vampiro é o sorriso de um amigo
e mais nada
Não há de ser nada, pois sei que a madrugada acaba,
quando a lua se põe
A estrela que eu escolhi não cumpriu com meu pedido
e hoje não a encontrei
Pois caiu no mar, e se apagou
Se souber nadar, faça-me o favor
O milagre que esperei nunca me aconteceu
Quem sabe é só você
Pra trazer oque já é meu

Brilha onde estiver
Faz da lágrima o sangue que nos deixa de pé

O Teatro Mágico - Brilha Onde Estiver
Fernando Anitelli

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Eu acho que essa já foi (não tem como não ter ido) ...mas não achei... então:







"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"


Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma d'aquilo que outrora
eu deixei de acreditar


tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escólha
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar



metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
e o fim é belo incerto... depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você